Origem e Padrão da Raça

Origem do westie

 

A origem dos West Highland White Terrier, ou Westie para os mais íntimos, é um tanto polêmica, mas a grande maioria dos pesquisadores aceita que sejam descendentes dos antigos terriers da Escócia, especialmente dos Cairn Terrier.


Historiadores modernos da raça creditam ao Coronel Edward Donald Malcolm (1837-1930) o desenvolvimento da raça. Em meados dos anos 1860, enquanto caçava, o Coronel Malcolm teria atirado em seu cão favorito, um terrier marrom, pensando que fosse a presa. A cor da pelagem de ambos era parecida e ele acabou por matar seu fiel companheiro. Isso o deixou tão abalado que ele decidiu criar apenas cães de cor branca, para não correr o risco de atingir seus cães novamente.

Os Westies foram desenvolvidos para a caça de pequenos animais, roedores e outros pequenos mamíferos. O trabalho dos Westies nas caçadas era entrar nas tocas e afugentar a presa para fora. Para isso, deveriam ter grande agilidade, força para escavar suas tocas e uma mordida poderosa considerado seu tamanho diminuto.


Na verdade os Westie percorreram um longo caminho para chegar onde chegaram.

Os shows de cães começaram na Inglaterra no ano de 1859 e, naquela época, todos os terriers que vinham da Escócia eram apresentados como sendo Scotch ou Scottish Terrier. Durante os anos de 1899 e 1900 foi criado o "White Scottish Terrier" Club, ou seja, o Clube de Scottish Terrier Branco, mas nem todos os criadores de terriers de cor branca estavam de acordo sobre o nome do clube e da raça.

Foi em 1904 que finalmente eles se uniram para conseguir o reconhecimento da raça junto ao Kennel Club, foi neste
ano também que o Westie participou pela primeira vez de um show do Scottish Kennel Club.

Os Westies foram registrados e apresentados com o seu nome oficial, pela primeira na Inglaterra em 1907, no Crufts.

Uma curiosidade é que mesmo sendo apresentada como uma raça em separado desde o início do ano de 1900, até 1925 filhotes de Cairn Terrier nascidos com o pêlo branco eram registrados como Westies.

Como a grande maioria das raças de cães, o desenvolvimento do Westie sofreu um grande revés durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1916 os shows de raças foram suspensos e em 1917 as criações foram
proibidas.

Durante a guerra a maioria dos cães foram mortos e muitos criadores como a escritora May Pacy preferiram matar seus cães a vê-los morrer lentamente de fome, já que todo alimento era severamente racionado. Ao final da Primeira Grande Guerra, poucos Westies haviam sobrevivido e estes foram usados para retomar o processo de criação e desenvolvimento da raça.

Em 1920 foram reiniciados os shows e até 1939 a raça atingiu o seu pico de sucesso. Com o estouro da Segunda Guerra Mundial os shows foram novamente suspensos e embora também houvesse racionamento de alimentos, desta vez a criação de cães
não foi banida.

Hoje em dia, mesmo em países em que a caça é permitida, os Westies são basicamente cães de companhia. No entanto, os clubes da raça promovem torneios nos quais é testado o seu instinto de caçador. Os cães são colocados diante de buracos preparados pelos organizadores e devem encontrar a presa ao final de um labirinto de túneis. Ganha aquele que for mais rápido na busca e conseguir sair do túnel sozinho no menor tempo.

Muito conhecido nos Estados Unidos e Europa, o Westie ficou famoso no Brasil durante a campanha publicitária do portal de internet IG. A cadelinha Westie norte-americana Micky, de seis anos de idade, estrelou o comercial e, com seu jeito cativante e meigo, imediatamente despertou a curiosidade sobre a raça e conseqüentemente a procura por filhotes.

Em 1999 foram registrados 128 exemplares da raça no Brasil, e em 2000, 334, um número muito pequeno, mas que comprova o aumento da procura. No ranking de registros de nascimentos anuais da Grã-Bretanha é a terceira raça mais registrada. Na França é a oitava. No Brasil, em 2000, foi a 42ª raça em quantidade de registros .

 

 

 

Padrão

 

 

APARÊNCIA GERAL: solidamente construído. Peito bem profundo, como também as últimas costelas. O dorso é reto. Os posteriores possantes com membros bem musculados, comprovando, evidentemente, a magnífica combinação da força com agilidade.  

CARACTERÍSTICAS: pequeno, ativo, repleto de energia, rústico, dotado de uma boa dose de amor-próprio, com um ar maroto.  

TEMPERAMENTO: vivaz, alegre, corajoso, independente mas, afetuoso.

CABEÇA E CRÂNIO: crânio ligeiramente arqueado. Visto pela frente, apresenta um contorno homogêneo. O crânio, desde as orelhas até os olhos apresenta um sutil afilamento. A distância do occipital ao stop é levemente maior do que a cana nasal. A cabeça é revestida de pelagem densa; portada de maneira a fromar um ângulo reto ou agudo em relação ao eixo do pescoço. A cabeça não deve ser portada na extensão. A cana nasal vai adelgaçando gradualmente dos olhos para a trufa. O stop é marcado; formado pelas arcadas superciliares toscas, situadas imediatamente acima dos olhos e ligeiramente de prumo com uma ligeira depressão entre os olhos. A cana nasal não é romana; não cai bruscamente sob os olhos, onde é substanciosa. Os maxilares são fortes e de igual comprimento. A trufa é preta, muito grande, e confere um perfil sem reentrâncias com o restante do focinho. A trufa não deve ficar projetada para a frente.

OLHOS: bem separados, de tamanho médio, sem serem redondos, tão profundos quanto possível. Ligeiramente aprofundados na cabeça, vivos e inteligentes, o que, sob os supercílios rústicos conferem um olhar penetrante. Olhos claros é um defeito muito grave.

ORELHAS: pequenas, eretas e portadas firmemente e
terminam pontiagudas. Inserção moderada, nem muito afastadas, nem muito próximas. O pêlos das orelhas é curto e liso (aveludado) e não deve ser aparado. As orelhas não deverão ter qualquer franja na ponta. As orelhas redondas na ponta, longas, grandes ou grossas, como as revestidas de pelagem abundante constituem defeito grave.

MAXILARES: tão amplos entre os caninos que torna-se compatível com a expressão marota almejada. Os dentes são grandes para o porte do cão e apresentam uma articulação em tesoura, isto é, os incisivos superiores recobrem os inferiores em contato justo e são engastados ortogonalmente aos maxilares.

Obs: A mordedura em torquês, onde os incisivos superiores e inferiores se fecham alinhados sem se sobreporem, também é considerada dentro dos padrões americanos, regidos pela AKC( American Kennel Club).

PESCOÇO: de comprimento suficiente para permitir o almejado porte correto da cabeça: musculado espessando gradualmente para a base de maneira a fundir-se com os ombros bem oblíquos.

ANTERIORES: os ombros são inclinados para trás. As escápulas são longas e bem amoldadas às paredes da caixa torácica. A articulação escápulo-umeral deve estar à frente e os cotovelos bem para trás para permitir o movimento bem fluente dos membros, paralelamente ao
plano médio do tronco. Os membros anteriores são curtos e musculados, retos e revestidos de pelagem curta, dura e densa.

TRONCO: compacto. O dorso é reto, o lombo é largo e forte. O peito é bem profundo, as costelas bem arqueadas na metade dorsal, apresentando um aspecto um tanto plano. As costelas caudais têm uma profundidade considerável e, a distância da última costela à garupa e tão curta, que permite o livre movimento do tronco.

POSTERIORES: fortes, musculados e largos, vistos de cima. Os membros são curtos, musculados e enervados. As coxas são muito musculadas e não muito afastadas. Os jarretes são angulados e bem posicionados sob o tronco de maneira a ficarem muito próximos um do outro, que o cão esteja em stay ou em movimento. Os jarretes sem angulação ou cedidos são defeitos graves.

PATAS: as anteriores são maiores que as posteriores; redondas proporcionadas ao talhe, fortes, providas de coxins espessos e revestidas por uma pelagem curta e dura. As posteriores são menores e também providas de coxins espessos. a sola dos coxins
, assim como as unhas devem ser preferencialmente pretas.

CAUDA: de comprimento de 12,5 a 15 cm, revestida de pêlos duros, sem franjas, tão duros quanto possível, portada alta mas, sem ser empinada ou curvada sobre o dorso. A cauda longa é um defeito mas, de forma alguma poderá ser amputada.

MOVIMENTAÇÃO: desembaraçada, reta para frente e fluente de todos os lados. Os anteriores trabalham corretamente direcionados para a frente desde a escápula. Nos posteriores a movimentação é fluente, possante e compacta. Joelhos e jarretes bem angulados e os jarretes trabalham sob o tronco para proporcionar a propulsão. Uma movimentação rasteira ou afetada nos posteriores, ou mesmo jarretes de vaca são defeitos graves.

PELAGEM: dupla. O pêlo é duro de comprimento em torno de 5 cm, sem qualquer cacho. O subpêlo que se parece com o pêlo é curto, macio e fechado. A pelagem aberta é um defeito grave.

COR: branco

TALHE: altura
, na cernelha, em torno de 28 cm.

FALTAS: qualquer desvio, dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

NOTA: os machos devem apresentar dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.